Sim. A prótese de silicone pode ser considerada quando as mamas perdem volume depois do emagrecimento, principalmente quando a paciente deseja recuperar ou acrescentar volume. Porém, se a perda de peso também deixou excesso de pele e queda das mamas, somente a prótese pode não ser suficiente e a mastopexia pode fazer parte do planejamento.

Por que as mamas podem diminuir depois de emagrecer?

As mamas são formadas por diferentes tecidos, incluindo tecido glandular e gordura.

Quando ocorre perda de peso, a redução da gordura corporal também pode diminuir o volume das mamas. A intensidade dessa mudança varia de uma mulher para outra.

Além da redução do tamanho, algumas pacientes percebem mudanças como:

  • perda de preenchimento no colo;
  • aspecto de mama mais vazia;
  • flacidez;
  • excesso de pele;
  • queda das mamas;
  • diferenças de volume entre uma mama e outra.

Por isso, duas mulheres que perderam a mesma quantidade de peso podem apresentar mamas bastante diferentes.

Quando a prótese de silicone pode ajudar?

Quando a principal alteração é a perda de volume, mas a pele apresenta boa adaptação e não existe queda significativa das mamas, a prótese de silicone pode ser uma das possibilidades avaliadas.

Nesse caso, o implante é utilizado para acrescentar volume à mama.

A escolha do implante não depende apenas do tamanho desejado. Características do tórax, quantidade de tecido mamário, espessura dos tecidos e proporções corporais também fazem parte do planejamento.

E se a mama ficou vazia e caída depois do emagrecimento?

Essa é uma situação diferente.

Quando a perda de volume está acompanhada de excesso de pele e queda das mamas, acrescentar uma prótese não necessariamente trata todas as alterações existentes.

Nesses casos, a mastopexia pode ser considerada para retirar o excesso de pele e reposicionar os tecidos mamários.

A cirurgia pode ser planejada com ou sem prótese, dependendo do volume existente e do que a paciente deseja modificar.

Como saber se preciso de prótese ou mastopexia?

A diferença está principalmente nas características atuais das mamas.

Se existe perda de volume, mas a posição das mamas e das aréolas permanece adequada, pode ser possível discutir apenas o aumento mamário.

Quando existem flacidez, excesso de pele e queda, a mastopexia passa a fazer parte das possibilidades.

Em algumas pacientes, as duas situações estão presentes: existe necessidade de tratar o excesso de pele e também desejo de acrescentar volume. Nesse cenário, pode ser avaliada a associação entre mastopexia e prótese.

Emagreci muito. A avaliação muda?

Pode mudar.

Depois de uma perda de peso importante, especialmente quando existe excesso de pele em diferentes regiões do corpo, a avaliação precisa considerar não apenas o tamanho das mamas, mas também a qualidade e a quantidade de pele disponível.

As alterações podem ser mais acentuadas após grandes emagrecimentos ou cirurgia bariátrica.

Por isso, o planejamento deve partir do exame das mamas após a estabilização do peso.

Preciso estar com o peso estabilizado para colocar prótese?

A estabilidade do peso é um fator importante no planejamento.

Se a paciente ainda pretende perder uma quantidade significativa de peso, as mamas podem continuar mudando de volume e a pele também pode sofrer novas alterações.

Não existe um número único na balança que determine o momento da cirurgia. O histórico de emagrecimento, a estabilidade do peso e as condições gerais de saúde precisam ser avaliados individualmente.

É possível recuperar o volume sem usar prótese?

Em situações selecionadas, a enxertia de gordura nas mamas também pode ser discutida.

Nesse procedimento, utiliza-se gordura da própria paciente para acrescentar volume às mamas.

Prótese e enxertia de gordura são abordagens diferentes e possuem indicações e limitações próprias. A escolha depende da anatomia, da quantidade de gordura disponível e do objetivo da paciente.

E se uma mama perdeu mais volume que a outra?

O emagrecimento pode deixar mais evidente uma assimetria que já existia ou produzir diferenças na percepção do volume das mamas.

Nesses casos, a assimetria precisa ser considerada no planejamento.

A avaliação individual de cada mama ajuda a definir quais possibilidades podem ser utilizadas para lidar com diferenças de volume, formato ou posição.

O tamanho da prótese depende de quanto volume eu perdi?

Não apenas.

A quantidade de volume perdida é uma informação importante, mas não determina sozinha o tamanho do implante.

O planejamento também considera largura das mamas, dimensões do tórax, quantidade de tecido existente, características da pele e o volume que a paciente deseja acrescentar.

Por isso, a escolha da prótese deve fazer parte do planejamento cirúrgico e não ser baseada somente em um número de mililitros.

Conclusão

Se você perdeu volume das mamas depois de emagrecer, a prótese de silicone pode ser uma possibilidade quando a principal alteração é a redução do volume.

Porém, quando o emagrecimento também deixou flacidez, excesso de pele ou queda das mamas, é necessário avaliar se a mastopexia, com ou sem prótese, faz mais sentido para as características encontradas.

Antes de decidir pelo implante, o mais importante é diferenciar perda de volume de perda de volume associada à queda da mama. Essa avaliação é o que orienta o planejamento.

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